Aqui o crime compensa

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Hoje assistindo o Brasil Urgente — um pouco de sensacionalismo não faz mal a ninguém — vi uma reportagem sobre a atual situação de Champinha, o jovem que assassinou a tiros e facadas o casal de estudantes Liana Friedenbach e Filipe Caffe, depois de estuprar e permitir que outros estuprassem Liana. E, ao que parece, ser menor infrator só não é melhor que ser político.

Não é novidade que Champinha está “preso” provisoriamente na Unidade Experimental de Saúde, na Vila Maria, ao custo de 12 mil reais por mês. Mas durante a reportagem foi possível observar que o cárcere é ainda mais confortável: TV tela plana 29", sofás, mesa com 8 lugares, geladeira e fogão ainda na embalagem, banheiro com dois chuveiros. E do lado de fora, pasmem, um quintal com a grama bem cortada e uma quadra poliesportiva com cobertura só pra ele.

O pior é ouvir o Secretário de Justiça e o Governador de São Paulo dizerem que não há nada demais em um detento poder assistir televisão deitado no sofá o dia inteiro — não com essas palavras, obviamente. E ainda tem, como sempre, o representante dos Direitos Humanos, dizendo que isso é mesmo um privilégio; não em relação à sociedade, mas aos outros menores que não estão nessa condição.

É por essas e outras que eu digo: a solução é formatar o Brasil.